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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Ciência descobre por quanto tempo permanecemos conscientes após a morte


Uma equipe de cientistas da Universidade de Southampton afirma ter descoberto por quanto tempo continua funcionando a consciência humana após a morte clínica.
Trata-se de um estudo realizado em grande escala, no qual participaram mais de 2 mil pessoas que já atravessaram a instância da morte clínica. Os resultados indicam que mais de 40% dos entrevistados estiveram conscientes durante todo o tempo em que estavam supostamente mortas.
Os cientistas conseguiram descobrir que, embora a pessoa esteja clinicamente morta, sua consciência continua funcionando em um intervalo que pode variar de 2 a 3 minutos. De todos os participantes do experimento, cerca de 150 foram capazes de lembrar as técnicas e os tratamentos de emergência que receberam para ser revividos.
Outros 330 participantes afirmaram ter regressado à vida após a morte clínica sem a ajuda dos médicos. Todos eles disseram ter atravessado a linha da morte tão claramente conscientes quanto estavam em vida.

Imagem: lassedesignen/Shutterstock.com



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Europa e Rússia planejam exploração conjunta da Lua

A primeira sonda robótica da missão conjunta deverá ser lançada nos próximos cinco anos. [Imagem: ESA]

Exploração da Lua
As agências espaciais da Rússia (Roscomos) e da Europa (ESA) enviarão um módulo espacial para o polo sul da Lua.
Será a primeira de uma série de missões para preparar a volta dos seres humanos à superfície lunar e da criação de uma colônia permanente no satélite.
A sonda robótica avaliará se existe água, além de materiais brutos para produzir combustível e oxigênio.
A previsão é que a missão, chamada Luna 27, seja lançada daqui a cinco anos, sendo parte de uma série de missões lideradas pela Roscosmos para retornar à Lua.
Essas missões retomarão o programa de exploração lunar que foi interrompido pela antiga União Soviética (URSS) em meados dos anos 1970, segundo Igor Mitrofanov, do Instituto de Pesquisa Espacial, em Moscou, e um dos líderes da iniciativa.
Mitrofanov diz haver benefícios científicos e comerciais para o estabelecimento de uma presença permanente de humanos na superfície lunar: "Será para observações astronômicas, o uso de minerais e outros recursos lunares e para criar um posto avançado que poderá ser visitado por astronautas que trabalharão juntos em testes para uma futura viagem a Marte."
Robô lunar
As missões iniciais serão feitas com robôs. A Luna 27 pousará na borda da cratera Aitken, no polo sul do satélite. Essa região tem áreas que nunca são iluminadas pelo Sol, estando entre os locais mais frios do Sistema Solar. Portanto, poderiam abrigar água em forma de gelo e outros compostos químicos que ficam protegidos do calor dos raios solares.
A ESA está desenvolvendo um novo tipo de sistema de pouso para escolher as áreas de pouso com maior precisão do que os usados nas missões dos anos 1960 e 1970.
Este sistema usa câmeras para navegar e um guia a laser para avaliar o terreno na aproximação da superfície e decidir por conta própria se o local é seguro para pouso ou não, e se será necessário buscar um ponto melhor.
Segundo James Carpenter, cientista-chefe da ESA no projeto, um dos principais objetivos é investigar o uso de água como um recurso em potencial no futuro e descobrir o que ela pode indicar sobre a origem da vida no Sistema Solar.
Este é um dos conceitos de uma futura base lunar, caso sejam encontrados os recursos minerais esperados, sobretudo água e compostos químicos que sirvam como combustível para foguetes. [Imagem: ESA]

Perfuração na Lua
"O polo sul da Lua é diferente de qualquer lugar que já estivemos", disse Carpenter. "Por causa do frio extremo, podemos vir a achar uma grande quantidade de gelo e outros componentes químicos em sua superfície, que poderíamos usar como combustível de foguete ou em sistemas de apoio a vida em missões humanas no futuro nestes locais."
A ESA fornecerá o equipamento de perfuração para atingir 2 metros abaixo do solo e coletar amostras de gelo. Segundo Richard Fisackerly, engenheiro-chefe do projeto, esta camada congelada pode ser mais dura que concreto - então, a broca usada terá de ser muito resistente.
"Estamos avaliando as tecnologias que seriam necessárias para perfurar esse tipo de material, com movimentos que combinem rotações e golpes. Isso está além do que está em desenvolvimento hoje em dia."
A agência europeia também proverá um laboratório em miniatura, chamado ProSPA, similar aos instrumentos usados pelo módulo Philae, que pousou na superfície do cometa 67P no ano passado.
Mas o ProSPA será calibrado para buscar por ingredientes-chave para a geração de água, oxigênio, combustível e outros materiais que poderão ser explorados por astronautas. A intenção é descobrir a quantidade existente desses materiais sob a superfície e, principalmente, se é possível extraí-los facilmente.




quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Começa a investigação de possível civilização alienígena em estrela

Comunidade científica tem debatido incessantemente o significado de informações colhidas pelo telescópio Kepler

Os próprios cientistas afirmam que a possibilidade de uma estrutura artificial, como uma esfera ou enxame de Dyson, não pode ser descartada.

O debate segue intenso na comunidade científica quanto ao que significam os dados colhidos pelo telescópio espacial Kepler, da NASA, que apontam para estranhos trânsitos na estrela KIC 8462852. Esse sol é cercda de 50% maior que o nosso, tem classificação do tipo F e está situado a 1.500 anos-luz de nós, na constelação Cygnus. Na primeira missão do telescópio, que durou de 2009 a 2013, ele investigou cerca de 150.000 estrelas, buscando minúsculas diminuições de seus brilhos, causados pela passagem de um planeta. Evidentemente o plano da órbita desses mundos distantes precisa estar em posição favorável, a fim de que possamos observar esses fenômenos, chamados de trânsitos.

O que tem causado a especulação em torno dessa estrela são dois trânsitos em particular. Um ocorreu em 2011 ao longo de uma semana, e o segundo em 2013, que na verdade foi uma série de variações na luz de KIC 8462852 ao longo de vários meses. Infelizmente o Kepler experimentou então problemas em seus giroscópios, e está deslocado para outra missão, não mais observando essa região do espaço. Portanto são os únicos dados da estrela disponíveis até o momento, e a equipe que descobriu os fenômenos, liderada por Tabetha Boyajian, da Universidade Yale, busca instrumentos baseados em terra para outras observações. No artigo deles, publicado no Monthly Notices, eles elencam uma série de possibilidades naturais como explicação. A mais provável parece ser um enxame de cometas, desviado possivemente rumo à estrela por um astro menor vizinho. É verdade que essa explicação representa um impressionante golpe de sorte, por um fenômeno como esse ter ocorrido exatamente no momento em que a humanidade estudava esse astro.

Contudo, a própria Boyajian afirma que eles têm buscado outras explicações. É importante salientar que o primeiro trânsito incomum bloqueou cerca de 15% da luz da estrela, e o segundo 22%, lembrando que um planeta do tamanho de Júpiter bloquearia no máximo 1%. Além disso tais trânsitos não são periódicos como os de planetas, e então surgiu a possibilidade, explorada pelos próprios astrônomos, de que os fenômenos possam estar sendo causados por colossais estruturas artificiais em órbita de KIC 8462852. Tabetha pediu auxílio a Jason Wright, professor assistente de astronomia na universidade Penn State, que se mostrou impressionado com os dados. Além disso, Wright estava trabalhando em um artigo a respeito de procurar megaestruturas alienígenas com as informações obtidas pelo Kepler. Tais objetos seriam colossais coletores de energia ou painéis solares, colocados em órbita de uma estrela a fim de absorver e transmitir sua energia.

OBRA DE UMA CIVILIZAÇÃO EXTRATERRESTRE?

Uma civilização alienígena avançada o suficiente para coletar energia de sua estrela construiria centenas ou milhares dessas estruturas, que de acordo com Wright bloqueariam a luz solar exatamente como detectado pelo Kepler. Essa construção é mais conhecida como Esfera de Dyson, proposta ainda nos anos 60 pelo astrofísico Freeman Dyson. Embora comumente representada por uma esfera sólida de milhões de quilômetros de diâmetro, que engloba totalmente seu sol, essa estrutura na verdade seria formada por milhares de células independentes, hoje em dia chamadas de Enxame Dyson. Boyajian, Wright e o restante dos responsáveis pela descoberta estão buscando tempo de observação em um radiotelescópio, a fim de tentar captar sinais de rádio emitidos pela possível civilização alienígena.

Se sinais forem captados, então o passo seguinte que planejaram envolve utilizar o Very Large Array (VLA), situado no Novo México, que poderá determinar se os sinais provém de uma fonte artificial. Uma busca, na verdade, já está sendo promovida pelo programa SETI, utilizando o Allen Telescope Array (ATA), localizado a 480 km de San Francisco. Os cientistas apontam, porém, que mesmo se sinais de rádio não forem captados, isso não inviabiliza a hipótese alienígena. As megaestruturas ainda podem estar lá, porém seus construtores talvez utilizem outros meios de comunicação, ou podem até estar extintos. De uma forma ou de outra, a hipótese de um enxame de cometas segue sendo a explicação mais aceita, mas são os próprios cientistas que seguem afirmando que a possibilidade de se tratar de construções de uma civilização extraterrestre não pode ser descartada.





quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A maioria dos ateus acreditam em vida extraterrestre


De acordo com uma pesquisa realizada por David Weintraub, um astrônomo da Universidade de Vanderbilt, a maioria dos ateus acreditam em vida extraterrestre, enquanto o número de "crentes" são diminuídos significativamente entre a população religiosa. Ele relatou em seu novo livro, Religiões e Vida Extraterrestre, que 55% dos ateus acreditam em extraterrestres, enquanto apenas 44% dos muçulmanos, 37% dos judeus, 36% de hindus, e 32% dos cristãos professavam as mesmas crenças. 

Esta notícia não é inteiramente surpreendente; doutrinas de muitas religiões contradiz explicitamente a noção de vida extraterrestre, mas ateus não sentiria a mesma pressão externa para descontar a idéia. É particularmente apropriado que o menor número de crentes coincide com a população cristã, como a religião cristã tem sido historicamente especialmente insistente que os seres humanos são a raça "especial" de seres escolhidos por Deus e criados à Sua imagem. Weintraub escreveu,  "A maioria dos líderes cristãos evangélicos e fundamentalistas argumentar bastante força que a Bíblia deixa claro que a vida extraterrestre não existe. A partir desta perspectiva, a única vida, os seres Deus adorando-in todo o universo são seres humanos, criados por Deus, que vivem na terra." Ele citou evangelista Billy Graham Batista do Sul como uma exceção notável, como ele foi vocal sobre suas crenças de que "existem seres inteligentes como nós, distantes no espaço que adoram a Deus." 

Weintraub afirmou que os princípios do Islã são igualmente incompatíveis com a existência de inteligência extraterrestre: "O Islã, como outras religiões, tem tradições fundamentalistas e conservadores Todos os muçulmanos, no entanto, provavelmente concordaria que a religião profeticamente revelada do Islã é um conjunto de práticas. concebida apenas para os seres humanos na terra. "

Weintraub conclui que as religiões asiáticas, como o hinduísmo, seria mais fácil aceitar e assimilar a existência de vida extraterrestre, como suas doutrinas explicitamente deixar espaço para os estrangeiros. Alguns líderes hindus, por exemplo, acreditam que os estrangeiros podem ser reencarnado como seres humanos e vice-versa. Ele também conclui que o judaísmo seriam afetados minimamente, se em tudo, pela descoberta de vida extraterrestre, como há pouco nos escritos judaicos que o apóiam ou contradizem a noção.




terça-feira, 13 de outubro de 2015

Durante a Segunda Guerra Mundial havia uma batalha em paralelo aos campos armados: criar bombas que pudessem chegar aos inimigos sem causar nenhuma suspeita. 
Difícil imaginar, mas uma simples barra de chocolate poderia ser mortal assim que seus quadradinhos fossem quebrados na sobremesa. Essa foi uma arma que teria sido desenvolvida pelos alemães em uma suposta tentativa de assassinar o primeiro-ministro inglês Winston Churchill.  
O invento consistia em uma placa de aço coberta por uma fina camada de chocolate. Assim que se tentasse quebrar a barra, a placa seria puxada e ocorreria uma explosão em sete segundos. Na época, no Reino Unido passava por um racionamento de comida, açúcar e outras doçuras, então, realmente, muitas pessoas ficariam tentadas a comer a barra.
A dúvida é saber como exatamente ter certeza de que Churchill faria isso. O plano para matar o líder britânico com uma bomba de chocolate foi descoberto em uma carta secreta encontrada em 2009, mas cujo conteúdo só foi revelado agora. 
O desenho da arma alemã foi feito por Laurence Fish, que trabalhou na unidade de contra-sabotagem do MI5. Eles foram feitos para ensinar agentes britânico a identificar armadilhas alemães. Os desenhos foram encontrados pela viúva de Fisher 25 anos depois de sua morte.

Fontes: bbc.com



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

De olho no céu: acompanhe o esperado "Desfile de Planetas"

Desde ontem, já é possível observar o fenômeno astronômico conhecido como “desfile de planetas”, um dos espetáculos mais fascinantes do nosso sistema solar, no qual parte dos planetas se agrupam em um mesmo setor do céu noturno. 

Os protagonistas desse fenômeno serão Vênus, Marte, Júpiter, Mercúrio e a Lua. O “desfile” começará à medida que o satélite natural da Terra se aproximar do grupo de planetas no céu da manhã. 

Conforme vai avançando o mês de outubro, Júpiter vai ascender, aproximando-se de Marte e Vênus e criando várias conjunções que os astrônomos chamam de “magníficas”. A primeira conjunção ocorre na manhã de hoje, quando uma delgada Lua crescente se une à formação, dando lugar a um “triângulo” com Marte e Júpiter, enquanto Vênus passa por cima do trio. 

O evento terminará em 20 de outubro, quando Mercúrio “desertar” e começar a se afastar da formação, desaparecendo com a luz da manhã.

Fonte: seuhistory.com


Pesquisadores tentam desvendar mistério de caixa lacrada há 4 séculos nos EUA

Objeto foi encontrado com ossadas de alguns dos primeiros colonizadores no país; conteúdo foi estudado com tomografias e impressora 3D.

Caixa lacrada de prata foi encontrada com restos mortais de colonizadores (Foto: AP)

Foram dois anos de trabalho até que pesquisadores conseguissem identificar as ossadas de alguns dos primeiros colonizadores americanos, mortos 400 anos antes na localidade de Jamestown. Mas ainda havia um mistério: com os restos mortais, foi encontrada uma pequena caixinha de prata. Lacrada.
Como seria possível então estudar seu conteúdo sem romper o lacre e danificar o conteúdo? Novamente, a resposta foi o uso de tecnologia de ponta.
"Ela não podia ser aberta, então tivemos que descobrir um jeito de ver dentro dela sem abrir a caixa", diz James Horn, presidente da Jamestown Rediscovery.
Pesquisadores usaram tomografias computadorizadas para mapear o interior da caixinha e impressão 3D para estudar os objetos fisicamente.
Dentro da caixa, encontrada na cova do capitão Gabriel Archer, havia vários fragmentos de ossos e uma pequena ampola que, segundo os pesquisadores, podia conter água ou óleo bentos. Acredita-se que ela seja um relicário, provavelmente católico.
Com as imagens, os cientistas fizeram impressões em 3D e pintaram os ossos para saber como eram.
Mas, segundo Horn, a caixinha permanece um enigma.
Há uma letra "m" maiúscula inscrita na tampa na caixa. Ninguém sabe quem fez a inscrição e qual seu significado. "Seria o nome de um santo? Ou talvez tenha um significado pessoal?", indaga Horn.Tomografias computadorizadas permitiram ver o interior da caixa (Foto: BBC)
Ossadas pertenciam a quadro líderes de Jamestown, a primeira colônia inglesa bem sucedida no Novo Mundo
"Essa caixa permaneceu em segredo por mais de 400 anos. Mas é possível, com a nova ciência e tecnologia, que algum dia descubramos o que ela está nos dizendo."
Identificação
A identificação das ossadas de quatro líderes de Jamestown (no Estado da Virgínia) - a primeira colônia inglesa bem sucedida no Novo Mundo - , foi anunciada na terça-feira pelo Instituto Smithsonian.
A pesquisa também revelou detalhes da vida, da morte e da importância da religião no assentamento de Jamestown, que fica a 130 quilômetros ao sul de Washington.Tecnologia de ponta foi usada para ajudar na identificação de quadro líderes de Jamestown, a primeira colônia inglesa bem sucedida no Novo Mundo (Foto: Donald Hurbert/ Smithsonian Institution/ BBC)
Mas foram necessários dois anos de investigação e de técnicas modernas para identificar os ossos, que estavam em péssimo estado de conservação.
Os homens identificados são, além do capitão Gabriel Archer, o reverendo Robert Hunt, 'sir' Ferdinando Wainman e o capitão William West.
Eles foram figuras importantes na condução dos rumos de Jamestown entre 1607 e 1610, um período em que a colônia chegou perto do fim.
Os corpos exumados foram encontrados em novembro de 2013 e se sabia que eram de pessoas de status na comunidade, já que estavam enterrados em uma igreja - a mesma onde ocorreu o casamento entre Pocahontas, filha de um líder indígena que ficou famosa com o filme da Disney, e o explorador britânico John Rolfe.

Fonte: g1.globo.com