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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Foguete Brasileiro explode no Centro de Lançamento de Alcântara

Veículo estava na rampa de lançamento e não chegou a decolar; não houve feridos, segundo o Centro de Lançamento de Alcântara
O foguete seria lançado no encerramento da Operação São Lourenço

Uma falha no motor de um foguete suborbital causou uma explosão na plataforma de lançamento do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, no início da tarde desta sexta-feira, 13. O veículo estava na rampa de lançamento e não chegou a decolar. Segundo a assessoria de imprensa do CLA, não houve feridos. Uma comissão técnica será formada para apurar as causas do incidente. 

O foguete seria lançado no encerramento da Operação São Lourenço, “a principal atividade de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais previstas para este ano no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE)”, como divulgou o CLA em seu site. O objetivo da operação era testar o Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), uma plataforma destinada a experimentos no espaço para o desenvolvimento de produtos nas áreas de engenharia e eletrônica. Na fase final do experimento, pesquisadores brasileiros poderiam realizar estudos científicos e tecnológicos por até dez dias em ambiente de microgravidade. 

Também seria testado no veículo um GPS de aplicação espacial desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com apoio do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e da Agência Espacial Brasileira. A simulação de lançamento do foguete M foi realizada na quinta-feira “com sucesso”, de acordo com informações do CLA. 

A Operação São Lourenço era realizada desde 22 de outubro pelo IAE em parceria com o Comando Geral de Operações Aéreas, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo e a Marinha do Brasil. A Agência Espacial Alemã (DLR) e o Centro Espacial da Suécia (SSC) atuavam no apoio à operação de equipamento de solo. 

O foguete VS-40  já foi lançado duas vezes no Brasil, todas no CLA e uma vez na Noruega, em junho de 2012, em apoio ao programa de microgravidade da Agência Espacial Europeia (ESA). 

Em 2003, um acidente na simulação da Operação São Luís provocou a morte de 21 técnicos e engenheiros que preparavam a missão para colocar em órbita dois satélites brasileiros: o microssatélite meteorológico SATEC, do Instituto de pesquisas Espaciais (Inpe), e o nanossatélite UNOSAT da Universidade do Norte do Paraná. Três dias antes do lançamento, o Veículo Lançador de Satélites (VLS) explodiu.

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Imagens do Hubble revelam enigmáticas "ondas aquáticas" a 32 anos-luz de nós

Um grupo de pesquisadores, liderado por Anthony Boccaletti, observou estranhos objetos cósmicos a 32 anos-luz da Terra. Eles foram detectados a partir da análise de imagens tiradas pelo telescópio espacial Hubble, em 2010 e 2011, e pelo Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). 

Os cientistas estudavam o anel de gás e poeira que rodeia a estrela jovem AU Microscopii à procura de sinais que revelassem a presença de outros planetas. Essa estrela anã-vermelha está localizada na constelação de Microscopium, composta principalmente por estrelas de baixa energia. Ao redor da AU Microscopii foram descobertas estruturas sinuosas, parecidas com ondas aquáticas. Essa descoberta é sem precedentes e continua um enigma para a ciência. 

Estudando detalhadamente as imagens do telescópio Hubble, os especialistas concluíram que as formas onduladas misteriosas estão em movimento e a uma velocidade surpreendente: em torno de 40 mil km/h. Alguns cientistas sugerem que elas podem ter sido produzidas a partir de uma grande explosão em um planeta próximo. Todavia, até agora, essa hipótese ainda não foi confirmada, fazendo com que mais um grande enigma do Universo fique sem resolução. 

#Nery Fontes: RTNaturehistory



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Vídeo: O gigantesco dragão da neve "encontrado" na Sibéria

Na Sibéria, em uma região considerada sagrada para os locais e também rica em diamantes, foi "encontrado" um gigante dragão na neve, sobre um lago congelado, com envergadura de 130 metros.

O dragão que apareceu na região de Iacútia, a mais fria da Rússia, é uma monumental obra do artista de neve britânico Simon Beck, de 57 anos. O animal mitológico foi desenhado com os pés de Beck, que precisou fazer o trabalho duas vezes.

Na primeira vez, quando o dragão estava quase pronto, o gelo do lago rachou e comprometeu tanto a obra como a segurança de Beck. Ele não desistiu e refez o desenho após outras 10 horas de trabalho.

A obra faz parte do filme russo "He is the Dragon", uma história de amor entre uma jovem princesa eslava e um homem-dragão, do diretor Timur Bekmambetov. A cena final precisava de uma enorme imagem de um dragão, um sinal de submissão para os moradores. 

Mais imagens abaixo:







Veja o vídeo com a construção do dragão:


#Nery
Fontes: seuhistory.com / siberiantimes.com
Imagens: Reprodução YouTube/Bazelevs


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Encontrados fósseis de anfíbios e réptil de 278 milhões de anos no Nordeste

representação de espécies de anfíbios e réptil

Fósseis de três espécies de anfíbios e uma de réptil do período Permiano, final da era Paleozoica, foram descobertas por cientistas nos Estados do Piauí e do Maranhão, numa área da Bacia do Rio Parnaíba. O material fossilizado tem cerca de 278 milhões, correspondentes ao período Permiano. Os animais viviam em lagos tropicais no Nordeste brasileiro.
Esta é a primeira fauna desta idade encontrada no hemisfério Sul e que também tem registros na América do Norte e na Europa. O estudo intitulado "Nova fauna Permiana do Gondwana tropical" foi publicado na revista Nature Communications, no último dia 5, e faz parte de uma pesquisa nos Estados do Piauí, Maranhão eTocantins.
As duas primeiras espécies fossilizadas encontradas foram de dois anfíbios carnívoros arcaicos nas cidades de Timon (MA) e Nazária (PI). Os animais receberam os nomes de Timonya anneae e Procuhy nazariensis em homenagem aos municípios que foram encontrados.
O paleontólogo Juan Carlos Cisneiros, professor doutor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), que fez parte da equipe de pesquisadores, explica que as duas espécies eram parentes distantes dos anfíbios modernos, mas não eram verdadeiras salamandras nem sapos. Elas pertenciam a um grupo extinto que era comum no Permiano.
Timonya anneae era um pequeno anfíbio inteiramente aquático que possuía presas e guelras (aparelho respiratório dos animais que vivem na água e não possuem pulmões). O aspecto dele lembra a mistura entre uma salamandra aquática e uma enguia.
Já o Procuhy nazariensis também vivia submerso na água em lagos tropicais. O animal recebeu o nome de "Procuhy", que significa sapo de fogo na língua timbira, nativa do Maranhão, Piauí e Tocantins, porque foi encontrado fossilizado em uma rocha usada para produzir fogo na formação geológica Pedra de Fogo.
                                                                              Professor doutor Juan Cisneiros

"A terceira espécie é um anfíbio do tamanho de um pequeno jacaré, cujos parentes mais próximos viveram vinte milhões de anos depois no Paraná e na África do Sul, e uma espécie de réptil com aspecto de lagartixa que até agora só tinha sido encontrada na América do Norte", explica o professor.

Fauna da Pangeia

Cisneiros destaca que a descoberta dos fósseis deve ajudar a revelar como os animais se dispersaram nas regiões da Pangeia, antigo supercontinente que teria sido subdividido em por um longo braço de mar originando as duas massas continentais Gondwana e Laurásia.
                                                              Cientista Martha Richter


Os pesquisadores explicam que o registro das espécies encontradas no Nordeste do Brasil preenche o panorama de como era a bacia do Rio Parnaíba há mais de 200 milhões de anos, traça como estes animais se dispersaram e como colonizaram novas regiões da Pangeia. A bacia do Rio Parnaíba é conhecida pelos paleontólogos como uma região rica em material fossilizado. É lá onde está o Parque Floresta Fóssil de Teresina, único sítio paleontológico dentro de uma cidade brasileira que possui troncos petrificados com datas de 270 milhões de anos.

"O primeiro réptil encontrado aqui na região dessa idade é uma espécie que já era conhecida na América do Norte, nos Estados do Texas e de Oklahoma nos Estados Unidos. Isso mostra que a fauna do Piauí tinha conexão com a fauna daquela região. Hoje em dia parece estranho, mas temos que lembrar que naquela época os continentes estavam unidos, formando o que a gente conhecia como a Pangeia. A América do Norte estava coladinha com a América do Sul e realmente não é tão difícil que os animais pudessem habitar uma área compartilhada entre os Estados Unidos e o Brasil. Agora, a gente pode comprovar que isso de fato aconteceu porque temos uma espécie de réptil em comum entre os Estados Unidos e o Brasil da era Paleozoica", explicou Cisneiros.
Os fósseis encontrados passaram por tratamento de conservação e limpeza nos Estados Unidos e outros foram tomografados na
Europa. "A parceria com outras instituições e outros países foi importante, e acho que foi o fator chave para ter bons resultados, porque cada um tem conhecimentos diferente e complementa a equipe de pesquisa, isso também nos permitiu ter acesso a técnicas, a metodologia e a recursos de outras instituições."
A descoberta faz parte do projeto "Prospecção paleontológica na Bacia do Parnaíba: Revelando um novo ecossistema permiano nos trópicos do Gonduana", que estuda as formações Pedra de Fogo e Motuca, conhecidas pelo abundante registro paleobotânico, nos Estados do Piauí, Maranhão e Tocantins.

#Nery
Imagens: Universidade Federal do Piauí


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Cientistas encontram de restos leões da caverna de mais de 10 mil anos super conservados

Especialistas siberianos se depararam com a incrível descoberta de um par de filhotes de leões da caverna, que seriam os espécimes mais bem conservados já encontrados até hoje.

Os restos dos felinos pré-históricos, descobertos em Iacútia, na Sibéria, Rússia, foram datados com mais de 10 mil anos de idade, e, de acordo com a informação divulgada pela mídia, seus corpos estão em um ótimo estado de conservação. 

Após a descoberta, os especialistas deram início a uma série de estudos para determinar por que esses leões da caverna, quando já estavam em extinção, tinham poucos predadores e não permaneciam nos pântanos, como no caso dos mamutes e outros mamíferos. 

Os leões da caverna, antecessores do leão moderno, viveram durante meados e final do Pleistoceno (2,588 milhões e 11,5 mil anos atrás), no que foi o continente euroasiático, que se estendia desde o atual Reino Unido até Chukotka, no leste da Rússia. 


A descoberta permitirá ampliar o conhecimento científico em torno dessa espécie, da qual só havia sido possível coletar um punhado de crânios, dentes e alguns ossos, no Alasca e no Canadá.


Imagem: Academia de Ciências de Iacútia


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Um objeto esférico estranho de origem aeroespacial possível em uma área rural da Espanha

Em uma área rural de Múrcia, Espanha, tem aparecido um objeto claro de origem espacial. Especialistas dizem, descobriram artefatos semelhantes em outras regiões do planeta, o que sugere que pode ser o tanque de combustível de um foguete reforçadorO estranho aparelho não apresenta nenhum vestígio que ajude a determinar a sua origem.

Os últimos agricultores em uma área rural da Múrcia, Espanha informou na quarta-feira a Guarda Civil que um estranho artefato de origem desconhecida foi coloca em um campo de cultura.  Quando os oficiais chegaram, eles acreditavam que a natureza do objeto era aeroespacial e, possivelmente, era um foguete auxiliar tanque de combustível, relata o jornal local "The Truth".

De acordo com a Guarda Civil de Murcia, o objeto é esférico, é de cerca de um metro de diâmetro e é coberto por um preto isolante. O "NRBC" (nuclear, bacteriológica e química radiológica) protocolo desenvolvido as investigações necessárias para garantir a segurança pública, mas descobriu que o objeto não tem risco radiológico para a população.
Imagens da: Guarda Civil


Vejam o video acima^^

O lugar da descoberta também atingiu o Grupo especialistas EOD (GEDEX), após um primeiro exame, que exclui a presença de substâncias ou elementos que possam indicar que o objeto era um explosivo. A investigação realizada pelos pesquisadores sugerem que objetos semelhantes têm caído em outras áreas do planeta, não descarta que pode ser o tanque de combustível auxiliar de um foguete espacial.

#Nery Fontes: actualidad.rt.comelmundo.es

Pescador encontra "peixe mutante" próximo à Fukushima

O acidente da estação nuclear de Fukushima, em março de 2011, é considerado o mais grave desastre nuclear desde Chernobyl. A contaminação do ar alcançou vários países da Europa e uma grande quantidade de material radioativo chegou às águas do litoral leste do Japão. Além dos danos causados à população, o ecossistema marinho foi seriamente afetado: as espécies encontradas nos arredores da estação apresentavam uma radiação 2.500 vezes maior que o limite legal.
Recentemente, o pescador Hirasaka Hiroshi encontrou, no litoral de uma ilha próxima a Fukushima, um animal assustador, possível vítima da catástrofe nuclear. Era uma traíra, cujas estranhas características voltaram a alertar os japoneses em relação ao impacto ambiental do desastre. E o primeiro aspecto do espécimen que chamou a atenção foram suas medidas: seu comprimento era quase o dobro das traíras normais, e sua boca era muito grande em comparação aos pequenos moluscos dos quais esses peixes se alimentam. Além disso, o animal estava muito distante do fundo do oceano, seu habitat natural.
Por isso, esse acontecimento traz à tona algumas questões em torno de Fukushima que permanecem misteriosas: a aparição desse animal, semelhante a uma criatura pré-histórica, é resultado da radioatividade? Se for esse o caso, que outros seres “mutantes” rodeiam esta cidade japonesa?

Imagem: YouTube / PatrynWorldLatestNew